Mil novecentos e oitenta foi um ano raro. De um dia para outro a lua foi habitada como fungos em pão de forma.
Primeira leva de palavras.
As crianças de hoje não fazem idéia das cores do planeta Terra antes da Fenda. Do planeta azul vinha outras paletas de cores sem igual. Um dia claro de verão era um espetáculo gratuito de vidas e comentários sobre o futuro, sobre o amanhã. As máquinas ainda respondiam a um "Enter" e não havia exopolítcas estampadas em hologramas a cada esquina. Quando perguntadas sobre o que achavam sobre tal governante, as pessoas se mostravam prontas a responder e compor uma estatística. Elas não entendiam bem o porquê das coisas e nem faziam perguntas demais. Era uma época descontraída onde a música não havia sido convertida em arma e o medo tinha nome de "terrorismo". Salvaram-se poucas pessoas pela religião e algumas milhares pelas biopolíticas do doutor-maestro Michel.
Naquela época meus bisavós, como bons espiritualistas, pensavam na morte como uma passagem: tomavam o 'fim' como um novo começo; Típico da época onde esperança tinha peso teológico e valia como variável macroeconômica. Mais forte que a esperança somente a crença na incerteza. Imbuídas de "incerteza", aquelas pessoas criavam moedas e distribuíam entre si...
De uns três ou quatro e367 para cá, enfatizaram o uso da rica língua portuguesa para melhor expressar o novo momento. De longa data, sempre oferecem esses aperfeiçoamentos para nós: todo e367 ganhamos uma nova língua para cada um escrever para as antenas do passado. Cada "hora" recebemos novos pacotes de palavras. É fato que escrever é algo antiquado (obsoleto;arcaico) mas ainda sim é uma atividade bem vista pelos maestros...denota erudição da alma explorar línguas remotas - embora limitadíssimas ao neocomunicar contemporâneo. De bom grado também é pastichar antigos escritores...muitos se divertem ainda hoje com decalques daqueles que foram professores dos professores na compreensão do tempo e do espaço do planeta antes da Concórdia.
Segunda Leva de Palavras
O e367 ultrapassou o conceito de tempo enquando base de todas as intuições. Foi possível suprimir o próprio tempo no entendimento dos fenômenos em geral posto que a priori, fora nos apresentado pela Fenda que a realidade dos fenômenos era possível para além do tempo. O tempo não possuía apenas uma dimensão. Tempos diferentes surgem e são simultâneos e não necessariamente sucessivos. Só concordamos, que tempos diferentes são partes de um mesmo tempo. Logo o contaminado sentido que nossos seres tinham de tempo impediu os mesmos de ultrapassar o própio. Com a Fenda, o tempo deixa de ser referência e ganha evidência de não-negação em e367, um novo posto para passagem de consciência.
Primeiro, o tempo e nossa lembrança ao seu longo, o processamento das memórias declarativas envolvia o hipocampo, córtex entorrinal, além de outras estruturas corticais. As memórias procedurais ou implícitas são adquiridas gradativamente e, além disso, evocadas de modo inconsciente. Para exemplicar melhor: as memórias procedurais são as nossas habilidades de montar quebra-cabeças, andar de bicicleta, nadar. As memórias de procedimentos ou implícitas sofrem pouca modulação pelas emoções e estados de ânimo.
Costumávamos classificar as memórias (a grande medicina), em relação ao seu conteúdo, em dois grandes grupos: as memórias declarativas (aquelas para fatos ou eventos e qualquer informação que podiam ser expressas conscientemente) e as memórias procedurais, as quais envolviam basicamente habilidades motoras e/ou sensoriais, também chamadas de hábitos.
Tempos depois, após as precárias experiências no chamado século XXI, a memória deixava sua casa inaugural para um periférico de alguns poucos yobibytes - correspondentes binários caíram em desuso após a Fenda.
Sabemos hoje que nossas memórias são frgmentos de uma holomemória e dispensam condição material para a existência. Seu acesso foi evidenciado após a Exopolítica das Energias instaurada na Concórida.
Em relato breve, mas esclarecedor, o estupefato maestro Valentin, no primeiro encontro em sua holomemória anunciou:
"Antes, o que tínhamos por memória voluntária, sobretudo uma memória de mera inteligência e visão, que não nos dava, do passado, mais do que faces sem realidade; sobretudo se um perfume ou um sabor encontrados em algumas cirucunstâncias totalmente diferentes, evocavam em nós, à nossa revelia, o tal "passado", passávamos a sentir o quanto este passado fora diferente daquilo que acreditávamos lembrar, e que nossa memória voluntária pintava, como os maus pintores, com cores sem realidade. Já nesta primeira incursão a holomemória, eu (que sou eu ainda) encontrei todas as passagens de vida com nitidez além da ótica comum. Uma realidade de fato 'real' sem os obscurantismos comuns ao 'tempo'. Em verdade digo, sou mais do que sou e nunca deixei de ser algo em função do tempo."
Sexta-feira, Junho 05, 2009
Sábado, Maio 23, 2009
206
Há de ser feliz o dia dela...No mais que seja dia de céu limpo.
Nessa apatia científica, nada como chamas no quarto escuro de fotos nunca reveladas.
Nessa apatia científica, nada como chamas no quarto escuro de fotos nunca reveladas.
Segunda-feira, Maio 04, 2009
205
Thin air...
There's a light - when my baby's in my arms
There's a light - when the window shades are drawn
hesitate - when I feel I may do harm to her
wash it off - cause this feeling we can share
and I know she's reached my heart - in thin air
Byzantine is reflected in her arms
there's a cloud - but the water remains calm
reaching in - the sun's fingers clutch the dawn to pass
even out - it's a precious thing to bear
and I know she's reached my heart - in thin air
it's not in my past to presume love can keep on moving in bothdirections
how to be happy and true - is the a quest we're taking on together
taking on x 3
there's a light - when my baby's in my arms
and I know she's reached my heart - in thin air
yes I know she's reached my heart
There's a light - when my baby's in my arms
There's a light - when the window shades are drawn
hesitate - when I feel I may do harm to her
wash it off - cause this feeling we can share
and I know she's reached my heart - in thin air
Byzantine is reflected in her arms
there's a cloud - but the water remains calm
reaching in - the sun's fingers clutch the dawn to pass
even out - it's a precious thing to bear
and I know she's reached my heart - in thin air
it's not in my past to presume love can keep on moving in bothdirections
how to be happy and true - is the a quest we're taking on together
taking on x 3
there's a light - when my baby's in my arms
and I know she's reached my heart - in thin air
yes I know she's reached my heart
Quinta-feira, Abril 02, 2009
204
A música é real (Sincero) - 2004
Vá....responda ao samba que te perguntou
Faça votos pra quem te abençoou...
A vida é essa, meu amigo
A paz sempre foi um grande inimigo!
Sejamos sinceros e honestos
A música é real e faz efeito
E a arte... é digna de respeito
Pois ali fala o que não fala o homem.
A música é real.
A vida não.
A musica sim.
A vida não.
Vá....responda ao samba que te perguntou
Faça votos pra quem te abençoou...
A vida é essa, meu amigo
A paz sempre foi um grande inimigo!
Sejamos sinceros e honestos
A música é real e faz efeito
E a arte... é digna de respeito
Pois ali fala o que não fala o homem.
A música é real.
A vida não.
A musica sim.
A vida não.
203
GPS (não sabem onde vou)
Lembra dela?
O que o tempo faz com o amor?
Suas pulseiras e crenças
Acredito em todas elas...
Um passeio pelos corpos
Seres angelicais a caminho do fogo
Que não arde e não se vê
até que...
O que o tempo fez comigo?
Mensagens e ilusões ,
Certezas e promessas
Acredito em todas elas...
nas mais belas donzelas
e nas mais convictas tradições.
Quinta-feira, Março 26, 2009
202
Consulta aos números: 01
Uma trilha de cinzas no chão são pedaços de um vulcão
Lindos dedilhados de um momento encantado em violas,
enluaradas de cinco menos dois pares imperfeitos
aturdidos por um clarão
Tens a força que não tenho e caso venha só,
Que traga responsabilidade de quem viveu séculos,
Dirigindo o tempo em horas sem fim pra não...pra não
acreditar em tudo que se diz por aí
Leve como quem vomita culpas e ri de si mesmo,
De certo não é certo fingir "ser feliz" (ao vivo e com mais cortes)
Desnudo sem vergonha caminha pela vida e sorri!
Quando chora, ora...quando chove, melhora.
Uma trilha de cinzas no chão são pedaços de um vulcão
Lindos dedilhados de um momento encantado em violas,
enluaradas de cinco menos dois pares imperfeitos
aturdidos por um clarão
Tens a força que não tenho e caso venha só,
Que traga responsabilidade de quem viveu séculos,
Dirigindo o tempo em horas sem fim pra não...pra não
acreditar em tudo que se diz por aí
Leve como quem vomita culpas e ri de si mesmo,
De certo não é certo fingir "ser feliz" (ao vivo e com mais cortes)
Desnudo sem vergonha caminha pela vida e sorri!
Quando chora, ora...quando chove, melhora.
Sábado, Novembro 01, 2008
201
Into My Arms (tradução)
Nick Cave & The Bad Seeds
Composição: Indisponível
Eu não acredito em um deus intervencionistaMas eu sei, meu amor, que tu acreditasE se eu também acreditasse, eu ajoelhariaE rogaria a eleQue não tocasse num único fio de cabelo de tua cabeçaQue te deixasse do jeito que tu ésE se ele sentisse que precisa te guiarQue ele te guie direto para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosE eu não acredito na existência de anjosMas ao te olhar, me pergunto se não é verdadeE se eu acreditasse, eu os convocaria a todos juntosE pediria que te guardassemQue cada um lhe acendesse uma velaPara fazerem o teu caminho limpo e iluminadoE andarem, como cristo, em graça e amorE te guiarem para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPorém, no amor eu acreditoE eu sei que tu também acreditasE eu acredito em algum tipo de caminhoQue nós podemos seguir andando, tu e euEntão, mantenha tuas velas acesasQue faça da jornada dela pura e brilhanteQue ela irá sempre retornarSempre e sempre maisPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braços...
Nick Cave & The Bad Seeds
Composição: Indisponível
Eu não acredito em um deus intervencionistaMas eu sei, meu amor, que tu acreditasE se eu também acreditasse, eu ajoelhariaE rogaria a eleQue não tocasse num único fio de cabelo de tua cabeçaQue te deixasse do jeito que tu ésE se ele sentisse que precisa te guiarQue ele te guie direto para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosE eu não acredito na existência de anjosMas ao te olhar, me pergunto se não é verdadeE se eu acreditasse, eu os convocaria a todos juntosE pediria que te guardassemQue cada um lhe acendesse uma velaPara fazerem o teu caminho limpo e iluminadoE andarem, como cristo, em graça e amorE te guiarem para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPorém, no amor eu acreditoE eu sei que tu também acreditasE eu acredito em algum tipo de caminhoQue nós podemos seguir andando, tu e euEntão, mantenha tuas velas acesasQue faça da jornada dela pura e brilhanteQue ela irá sempre retornarSempre e sempre maisPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braçosPara os meus braços, oh, deus, para os meus braços...
Terça-feira, Outubro 21, 2008
199
É tarde e
nada que eu escreva será novo.
É tarde e
a descarga de mágoas vão para as mãos
Tudo que eu vejo
é produto de lentes e luz
São doze meses mais uma primavera
Um ao menos morre sem mais
Um sem querer vive de menos
nada que eu escreva será novo.
É tarde e
a descarga de mágoas vão para as mãos
Tudo que eu vejo
é produto de lentes e luz
São doze meses mais uma primavera
Um ao menos morre sem mais
Um sem querer vive de menos
Segunda-feira, Julho 07, 2008
198
Wolfsheim - Lovesong
I want kiss you,want feel you...want drown in your desire
your silky skin,a tender touch
A sigh that promisses so much
I want kiss you,want feel you,so deep
And so we dance...
I want kiss you,want feel you...want drown in your desire
your silky skin,a tender touch
A sigh that promisses so much
I want kiss you,want feel you,so deep
And so we dance...
Segunda-feira, Junho 30, 2008
Domingo, Junho 22, 2008
196
195
Segredos. Ri muito hoje. Resolvi declarar-me morto. Pois é um dia de compras lá no necrotério. Comprarei até o sonho mais absurdo daquele defunto.
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