segunda-feira, maio 29, 2006

48

Se vivo tanto e lhe quero tão bem. Converso com colibris e respondo as doçuras espalhadas em seu sorriso com tanta felicidade que não sei operar tantos sentimentos. Logo desisto de pensar a respeito e faço de tudo uma longa e impensável pintura de emoções: sou eu muito mais real dentro de um olhar carinhoso seu. Vou além, querida. Vou além...Cuide de nós.

47

Se lhe fiz chorar. Que momento é esse pra lhe fazer chorar. Que peito é esse o meu que permite um coração que lhe fere? Não há jogos...não há dissimulação. Magoar...mágoas...Minhas crenças desnorteadas...todas. Que desespero! Que noite é essa que irá me acolher?
Perder...só sei de perdas. Há tanto tempo perco...
Sei das dores...e quando um pouco de prazer surge, logo se vai...se perde...eu me perco.
Silêncio. Ausência. Mecanismos de defesa. Chantagem emocional. Riscos. Entender as partes, entender as questões. Patriarcalismo...Imensuráveis medidas...minha cabeça não suporta...
Sublimação no blog...não basta...
Um estranho no ninho com Jack Nicholson...só me interessa o final do filme. Só acredito na liberdade dessa forma. Uma autoconsciencia...

domingo, maio 28, 2006

46

Quisera eu. Sinto que estou em dias de 'primeira pessoa'. Falo tanto sobre "eus" que estou quase insuportável. Quase...porque estou ao menos sendo sincero. Tento de alguma forma expor o que sinto por meio desse português mal tratado...mas tento. Não sou eu tudo. Tudo não se aplica a mim. De mim pouco resta e pouco faz. Do que deixo pouco sobra. Vivo então entre meus 'eus' e os outros. Os outros (belo filme, não?). Eu prefiro o coletivo...as mudanças estruturais...a médio e longo prazo...tudo que realmente tem densidade e causa impacto demorado...ressonante.
Quisera eu ser um de seus adjetivos, querida. Deixar a luz passar por você e se desdobrar no presente como um 'presente' para a sua vida. Essa vida que se parte em tantas outras e assim...somente assim se faz necessária...quando se deixa provável a todas as pessoas que precisam de oxigênio e esperança pra viverem ao invés daquilo que pensam possuir. Nada vai além de um "abraço"...

45

Do receio. Temo perder. Temo. Só não se perde aquilo que não se tem, do resto, tudo se vai. Prova disso é o tempo.

sábado, maio 27, 2006

44

Eu. Por tantas trilhas e caminhos para o quarto eu levantei meu pés rumo. Viajei cada segundo com a liberdade de quem não sabe o que é liberdade mas sabe. "Originei" meu ser mesmo sendo gerado por outros dois e vanglorio meu poder de criação além da 'biologia'. Sou quem guia o dia e reclama da noite e vice-versa. Reverto a ordem e assim mesmo faz sentido. Homens como eu o mundo novo ainda não conhece ou simplesmente rejeita. Sou uma reprise aprimorada de quem já revigorou o mundo. Destruiu e criou. Um ser com ilusão tal está fora de sua sanidade ou está além da mediocridade. E estou sem dúvida além do senso comum. Inatingível pelo ordinário. Inusitado no espaço, tempo e imaginação. Neofilia substitui a neofobia. Recorro ao poder. Sei o que é tê-lo, e assim não não o quero. Vivo a espírito que me compõe e sorrio. Mas de onde vem tamanha luz? Veio de sempre...só ficou escamoteada pelo tempo. Sou uma dádiva do tempo.

quarta-feira, maio 24, 2006

43

Querida, "To me you are a work of art". I live a life. I feel the pain. To sing this song. To tell the tale. I wish I never even heard the song. I see the world. It makes me puke. But then I look at you and know. That somewhere there's a someone who can soothe me. To me you are a work of art. And I would give you my heart. That's if I had one

gracia, morrissey.

42

A paisagem depende dos olhos. Poderemos nos gabar de uma paisagem vista por outros olhos? Aceitaremos de bom grado imagens fortes e insolúveis a nossa mente? Queria ver um homem velho ou novo, orientar-se por um justo compartilhar de sentimentos sobre a realidade e pintar um mesmo quadro sem esquecer dos olhos das outras pessoas. Que sirva e tutele, que obedeça e ordene aos sentimentos dos homens que acordaram do sono quase imperceptível do século XXI.

41

Eu e você. Esqueci as palavras e agora o que sou? Existe alguém sem palavras? Achamos então todos menos os humanos.

40

A surdez. Vi por duas décadas a metamorfose de um corpo estranho que me fez crer em espaço e tempo. Todas as sinapses juntas não eram mais do que costumes e reprises. A memória se encarregou de entreter o animal para que ele não fugisse. Logo, sou eu recuperado pela impossibilidade cientifica do extra-físico. Não vi Deus algum por lá. Vi-me. E não gostei do que vi e desse desgosto, o repreendi e detive o alienígena. Deixaram-no surdo, fizeram-no de marionete e de lucro. Matou e morreu várias vezes pelas mentiras que o mundo oferta sob o preço de verdade. Acreditei no seu desalento para tratá-lo cá novamente nesta dimensão e agora lamento se impus condições e apenas repeti o modelo.

39

Comício para ninguém continuar ninguém.Sai do meu corpo de humano hoje e tratei de ser eu mesmo. Se foi possível não me interessa. Pois os interesses do renascente ser que escreve agora ainda é aquele que peguei na plenitude da hipocrisia. Uma mente equivocada inebriada por tantas verdades mentirosas que não faziam jus ao que ele (o eu antes do massacre) pensava saber sobre o seu pequeno mundo. Quase tudo fez tanto sentido e não se respalda em considerações morais ou grandes sabedorias.

segunda-feira, maio 22, 2006

35

Na altura. Visito andaimes em prédios mal-feitos e tomo cuidado redobrado para não deixar de cair lá de cima...recupero-me em cada queda e levo para a próxima o peso de todas as outras...

34

Rosa-da-china. Passos e respiração apertada...volta e meia deparo comigo voltando a meu encontro. O leve sorriso de "olá" diz muito mais do que hibiscos azuis que não existem senão na arte da minha vontade. Dentro de mim repousa um inquieto animal prezável por tantos pelas benécias que é capaz de proporcionar a todos que creem na liberade como fim. Levo jeito pra coisa. Digiro dinamite e regurgito flores. Sou um monstro e minhas partes...Se olhar para uma dessas partes verá somente algo que está dentro de você...algo que não enxerga tão claramante em ti mesmo...Olhe para as partes, veja! Há um conjunto de monstros...Um por todos e e todos por um. Resposta não-sincera ao meio, prezo apenas pelo abraço da querida. Onde quer que vá...Frio...sinto frio. Recomponha-se, monstro. Recupere sua beleza!

33

Regurgito. Estaca zero. Volta. Retrocesso. Voltagem: 110kw. Olhe para mim, por favor. Consegue olhar nos meus olhos? Sombras que não nos deixam e não querem. Sequestros. Monotonia. Respostas e doutrina. Parece que meu óculos está embaçado...ou será que não tinha lhe visto 'melhor'? Por que temos essa tendencia de nos ludibriar...Por que tenho que cansar meu dia...pensando em esquecer ou lembrar?

domingo, maio 21, 2006

32

Raramente. Sei que muitos de meus queridos descansam agora. Repousam...Só acho estranho tamanho déficit de atenção...tanto desleixo...descaso. É como se o planeta fosse invadido por seres de outras dimensões e a maioria se comportasse como em mais um ordinário e pacato momento. Não há muito o que dizer...não são palavras que convencem ou esclarecem mais. São fontes pobres de poder...hmmm...palavras...Elas já forma mais fortes. Crianças jogam videogame em silêncio...libélulas jogam videogame. Raramente a realidade se expõe de forma nítida, fato. Subjetivismo a parte, repare como anda aquele relógio que parou. Dê uma boa olhada na sua pupila esquerda no espelho e perceba: a presença da solidão.

quarta-feira, maio 17, 2006

31

Dias II. Ser restrito e omitir palavras. Sentir a noite inteira e ter felicidade pra distribuir no futuro na forma de lembranças. Um fim de dia pra se levar tirois ou arruinar sua própria obra. Todas mentiras...todas elas...

terça-feira, maio 16, 2006

30

Dias. Há pessoas com sobrenome "dias"...mas nem todos nós vivemos dias...eu vivo dias de pensar nos dias que poderei viver sem lembrar de outros dias....fazendo novos dias. Querida moça que mostra um dia por vez e traz um dia diferente por dia, diz que dia-a-dia faz diferença quando não se escolhe quem amar. Eu acredito em voçê, querida. Tom Jobim não esceveu ... "Querida"?

segunda-feira, maio 15, 2006

29

Do caos e da tranquiliade. Percebo um dia agora que se faz "noite". Tudo tem de tempo mas não participa da vida de quem se julga ser dessa vida ordinaria do 15 ou 16 de maio 2006, eloquente ou ciente de sua realidade. Agora, o 'agora' ficou abalado. O chão não tem tenacidade suficiente para todos. Em Campinas, São Paulo, presenciamos um pouco do que poderia ser 'aquilo que a globo mostra no jornal quando fala "terrorismo"'...
Seres...entes...humanos...pessoas...sei la...por pior que pareça a situação...ela tem substancia de aprendizado e autenticidade. Vivamos e aprendamos...por favor. Não deixe a
mediocridade tomar a situação e favorecer o momento com a lentidão incondizente que nosso tempo pede. Não basta a mídia dependente de dinheiro por segundo pagar pelos fatos que nos assolam. EPTV....Correio...negociando comerciais entre lacunas de medo para nossos descendendentes....somos muito mais inteligentes que um sistema midiático...iditoa e pueril. Há um pouco de verdade tocando nossos egos...e isso vai sobrepor o 'terror' tanta da merda da televisão como da pressão dos agressores. Perdoem-me a franqueza, mas há muito mais capacitados e vivos para a vida do que qualquer empunhador de armas ou mentiras...olhe para o lado e veja quem nós queremos bem...essas pessoas promovem muito mais o mundo do que qualquer atentado...e nenhma bala de fuzil é capaz de deter a esperança de um povo que já perdeu demais em sua história...e que agora, sofre com uma revolta que não é coerente entre agressores x agredidos. Acadêimcos e teóricos que me perdoerm...mas suas 'esterieledade" frente a realidade não significa algo? Será que essas ciências jã não dão mais conta do recado? O seu maldito salário, professor da unicamp (por mais que seja teoricamente provado...estatisticamente...blablabla) tira do estômago de algumas crianças centenas de centelhas de esperança de um mundo melhor...A culpa é de vocês? Espero que haja alguma tese provando o contrario, senhores....senhoras....bolsas...bolsas...bandejoes...a escalada da violencia vinculada a satisfacao dos desejos capitalistas de milhoes de nos brasileiros...e eu...caro leitor....gozo de um computador...energia...e internet. E eu odeio a ilusao marxista ou o maldito Che (como camiseta nos IFCHEIROS)
MALDICAO!!! O que faremos...nao da pra jogar River Raid em casa ou comer feijoada na favela em paz....meus caros....o Brasil nao esta na TV...esta na nossa pele...
Espero que esse nao seja meu ultimo post....ele tem sabor e tempo de mais.

28

Olhos profundos

Feito um menino que permite ao coração
Sair correndo sem destino ou direção
Que vire vento e sopre feito um furacão
Que nesse fogo por amor eu ponho a mão
E até permito as cantorias da paixão

O velho barco toda vez que vê o mar
Fica confuso, com vontade de zarpar
E ver o mar às vezes bem que é preciso
Pra ter certeza de ainda estar-se vivo
Mesmo que o casco esteja velho e corroído

Como uma estrada que vai dar não sei aonde
Por meu destino o coração é quem responde
Braços abertos pra se ver a luz do peito
Com grande amor que seja puro amor refeito
Olhos profundos não me olhem desse jeito

Renato Teixeira

Essa música tem um pouco de mim, assim como Staralfur do Sigur Ros, querida.

domingo, maio 14, 2006

27

Sobre o egoísmo. Para começar eu não conheço pessoas sábias que sejam egoístas. Parece meio óbvio, não? Mas não é...Nosso tempo produz crianças inteligentes que acoplaram a sua moral um tipo de bloqueio a consciência de si mesmas. Explico: elas não se enxergam como egoístas. Elas agem como se seus respectivos problemas fossem únicos e imensurávelmentes piores do que de qualquer outra pessoa. Agora veja: cada criança dessa não desenvolveu uma gama de sinapses para conviver (de preferência bem) com outras pessoas. Tolerar defeitos e qualidades alheias e lidar com as sensações derivadas: isso requer humanidade, isso requer sorriso sereno no rosto e sabedoria. Entretanto os respectivos campos de ação dessas crianças, ou seja, seus 'mundos', são medíocres quando não microscópicos...bem menores que seus próprios umbigos. Assistiram tantas poucas coisas e dessas poucas tiraram conclusões megalômanas...Elas são tão frágeis...não suportam um vento mais forte que buscam um agasalho. Lembro a frase do sr. Brecht: "É fácil conhecer os homens. Na guerra, as crianças choram." Utilitarismo...tudo bem, sr. Mill e sr. Bentham...mas os dias que se aproximam, mesmo 'decadentes' precisam de mentes mais apuradas e sensíveis...coisas que essas 'crianças' não possuem...e o sistema natural de seleção irá regular suas vidas...aproveitar de seus medos e incertezas...e acima de tudo de sua ignorância (seja intelectual, sentimental, espiritual, etc.) com relação ao mundo que mais se aproxima da realidade e irá dizimá-las. Eu também sou egoísta. Todos somos? Será? Temos como mensurar? Tecnologia para tal? Basta olhar para o lado...e discernimento. Creio que podemos sim, com inteligenciasensibilidadetecnologia desmistificar essa força que dá ao egoísmo toda essa importância...O egoísmo é um acompanhante não-desejável para o século XXI. Há muitos egoístas, e eles são todos além de idiotas, mentecaptos. Todos aqueles que consideramos úteis a nossa evolução compartilharam seus feitos, suas obras e suas idéias...e não se esconderam atrás de seus medos...não se acovardaram. Aquilo que contaram à essas crianças que é contabilizado como inteligência, está longe de ser qualitativamente inteligência e elas precisam de muito mais pra sobreviver. O futuro da natureza humana...sr. Habermas.

Dedico esse post ao sr. Adorno e a meu amigo Mal.

26

Lapso. Esqueci de acrescentar ao post 25 que Nietzsche faleceu após 10 anos de loucura...ou algum tipo de patologia não identificada na época. Na minha opinião, ele ficou esperando por um jardim durante esse tempo...que só encontraria realmente em outras dimensões; No entanto, só chegaria lá sem aquele bigode ou todo o soma que o prendia a essa estranha terra demasiada 'humana'.

25

Nietzsche, The Caterpillar e o dia 25 de agosto. A história diz que o cômico senhorescravo e nas horas vagas pretendente a "übermensch" Nietzsche faleceu 25 de agosto em 1900. De fato...ele morreu. Mas antes disso ele sentenciou a morte de Deus. Essa 'coisa' de matar Deus teve tanto peso...e chocou tantos...que ofuscou boa parte de sua arte. O Deus que morreu não era somente um ícone religioso...era a verdade absoluta para muitos. Entretanto, há de se averiguar melhor as várias versões sobre o que ele tentou dizer com isso. Eu não aprecio muito essa parte de "A Gaia Ciência" a não ser o começo do aforismo sobre um louco com uma lanterna...eheheh.....isso é hilário. Caterpillar é uma bela e engraçada música do The Cure. O clipe começa com estranhíssimos barulhso feitos num violino e se concentra dentro de um orquidário com a banda tocando entre vários insetos (larvas, lacraias, borboletas, centopéias e .... um dragão chinês)...mas sem a presença da 'caterpillar girl'...Ligação entre as informações aqui? O sentido da vida...Não..."A arte...para que a verdade não nos destrua"

24

O Monstro e suas características - Parte III. Vasculhando entre as minhas vísceras encontrei uma pele mais bela que a minha. Era o avesso da meu maior orgão...da minha própia pele. Vesti-a ao contrário...Que aparência linda...Agora Kurt Cobain sentiria orgulho de mim...Come as you are. O Monstro sem máscaras...nem mesmo a própria face...nada mais vulnerável do que "eu" mesmo. O alvo fácil das infecções e dos vírus...quase em carne viva...uma nudez definitiva...nada erótica.

23

Réquiem para Thiago. Sim. Todas as minhas crenças de mãos dadas estão reunidas em volta do meu corpo moribundo. Não. Não convidei convicção alguma. Não tinha nenhuma. Repouso. Recordo de Walt Disney e sua Branca de Neve e seus estranhos Sete anões. Eles pensaram que ela havia morrido...porém o amor a ressucitou. Um cristo moderno...com pele alva e roupas de mesma cor da virgem, vermelhas e azuis. Seria demais se alguém escolhesse uma música apenas para um momento que eu me desfaço...Só seria coerente várias músicas tocando aleatoriamente nos olhos daqueles que nutriram amor pelo ser fui até o presente momento. Após tétrica passagem, recordaria junto a meus amigos sobre a ineficácia da democracia ou da forma que superestimei a esperança em vida. Meus anos de vôo. Um Drácula mortal e um simples e egoísta homem...Todos os discursos apontariam minhas falhas...meus erros....minhas culpas...meus deslizes....minhas malfeitorias...e depois de dias de testemunhos...uma eternidade para os que ouviram pensarem: bom...depois de tudo que ouvimos o que restou desse que chamamos e acusamos de 'Thiago'? Respondo "eu" (não em sessão mediúnica ou transcomunicação): resta toda imaginação sobre mim...e eu sou um amante do ser humano...e sua tendencia a criação...criem meus feitos. Imaginações póstumas...Minha vitória sobre o tempo estará na beleza que eu plantei nas mentes humanas que me viram de passagem por aqui.

sábado, maio 13, 2006

22

Deficientes Sentimentais. No meu juízo, "ser" um deficente sentimental hoje é um sério problema. Parece que essa "condição humana" é um desemboque de tantos artifícios de nossos mecanismos de sobrevivência. Pessoas que lembram 'freezers' e xiam como tal... (thom yorke, karma police). Por mais que eu julgue isso por uma má situação que chegamos...posso estar errado. Quem sabe não sejam os sentimentos (as paixões) os principais desvios de nossa evolução. Parece que eu visitei o futuro (Sem um D'Lorean) e eu vi uma dimensão sem sentimentos...Parece que não havia conflitos nesse 'futuro'...um mundo não patológico. Entretanto, eu não soube "conviver" nessa dimensão...Nada daquilo me dizia a respeito. Num mundo imaterial e amoral...não consegui viver o maniqueísmo...o mundo binário. Não havia muitas escolhas...por isso suspeito que o Deficiente Sentimental seja um prenúncio de um futuro...de um dos vários possíveis....mas eu gosto tanto de Debussy...Radiohead...Emoções...não sei...não sinto...

21

O Monstro e suas características - Parte II. Caso chegue a outro planeta e ao encontrar uma incrivel coisa que remeta a um ser que pareça vivo...e melhor, "digno" de comunicação...como explicaria "música"? Se lembrarmos de "Contatos Imediatos do Terceiro Grau" de Spielberg, sabemos que aquela imensa 'nave' se comunicava conosco - terrestres - por meio de luzes e...som. Eu não sei cantar ou tocar nenhum instrumento e mal consigo vibrar minhas cordas vocais e falar o idioma português direito...E se essa coisa não possuir 'sistema auditivo'? Na minha opinião...seria uma pena. Enfim...muitas vezes encontro com seres humanos com uma sensibilidade tão débil...que sinto que estou lidando com seres tão frios quanto meu computador. Deficientes mentais são tão disciminados...mas esquecemos dos Deficientes Sentimentais...

20

As mudanças e minha promessa de falar sobre o porquê da minha predileção por Nietzsche. De duas ou três semanas para cá, eu não me aproximei do meu aniversário, entretando eu vivi algo como um 'inferno astral.' Visitei alguns mundos enquanto dormia, perdi neurônios nas viagens astrais, recobrei memórias, escrevi, trouxe comigo algumas 'infecções' de algumas dimensões - estou me livrando delas, aos poucos - e principalmente topei com dêmonios, anjos e anjosdemonios. A alegoria de todo esse emaranhado de coisas me ajudou a passar os dias e a chorar quando a taxa do IPCA em 1998 ou a política econômica do plano real e seus efeitos desastrosos a dimensao social surgiam nos slides da aula de Economia Brasileira. Eu chorei porque com os pés no chão eu pensei que poderia estar me sentindo como a 'vitima'. Aquela espécie nojenta e autopiedosa que chora de si...se julga a pessoa com os maiores e unicos problemas do mundo...o egoismo concentrado, gestado e espalhado em forma de lágrimas..."oh...tenham pena de mim, meus amigos...eu sou um desgraçado". No entanto, eu senti que não era isso. Eu superei essa fase...em alguns sentidos. Eu chorei porque eu estava vivo...e por pouco...muito pouco eu não estaria naquela aula de Economia Brasileira e toda 'lógica perversa e hipócrita" que envolveu o plano real e seus agentes. Há mudanças...um anjo que eu não conhecia tão bem ainda pôde me mostrar e reativar o quasemorto aqui dessa semana .Em breve eu explicarei a minha predileção pelo cômico filósofo alemão que muito me ajuda a destruir alguns 'pensamentos' e chãos e a relação dele com esse blog e especificamente com esse post. Isso não é uma promessa.

quarta-feira, maio 10, 2006

19

Quem ri demais. Eu ri demais hoje e eu ri para debochar da vida. Para agradar tudo aquilo que não tem ou faz sentido. Um dia pra eu chorar por dentro e verter lágrimas pelos dentes. Um sacríficio entre sentimentos tão ruins me rodeando. Meu amigos...meu caros, fizeram parte de um dia cinza em que eu os fiz todos coloridos...e eu não poderia deixar de pintar o mundo com as cores borradas e incompreensíveis das minhas dores e erros. Eu ri demais hoje porque eu queria berrar. Eu queria chorar para que algum Deus me ouvisse e me desse o sabor da barbárie de um momento de certeza...uma certeza de não ter errado, de não ter agido errado ou de ter sido mais um grande falseador entre tantos...mas um pouquinho da ventura daquele que olhou nos olhos da criatura amada e permitiu - como nunca antes - o acesso ao meu ser, tão bem guardado ser. Esse foi o meu erro? Não. É uma questão de ponto de vista...de quem viu? No meu caso...eu ri. Eu ri no Masp. Eu ri num ônibus. Eu ri-chorei entre as minhas crenças e um dia que parecia de arte...e de fato foi...se não fosse trágico.

O Escrúpulo é a Morte da Acção

O escrúpulo é a morte da acção. Pensar na sensibilidade alheia é estar certo de não agir. Não há acção, por pequena que seja - e quanto mais importante, mais isso é certo - que não fira outra alma, que não magoe alguém que não contenha elementos de que, se tivermos coração, nos não tenhamos que arrepender. Muitas vezes tenho pensado que a filosofia real do eremita estará antes no esquivar-se a ser hostil, pelo simples facto de viver, do que em qualquer pensamento directamente relacionado com o isolar-se.

Fernando Pessoa (Barão de Teive), in "A Educação do Estóico"

18

Eu não consigo dormir. Eu não consigo dormir porque o chão que apoiava minha cama e consequentemente minhas idéias ruiu. Aquilo que acreditei e que por muito vivi foi destruído por algumas poucas ações. Eu a amei mas isso não credenciou-me a não sofrer. Isso não me livra de um dia como esse e de todas as lágrimas que aqui 'brotam'. Nas palavras eu desconto a minha solidão e ao mesmo tempo indignação. Minha 'honra'...meu 'desastre'. A minha 'sinceridade'...minha 'armadilha'. Todos esses ditos atributos entraram em conluio contra mim em ardiloso e sofisticado sistema de 'destruição' de sonhos e realidade. Minha vida - essa que vivo agora - mudou. Meus caminhos são tão outros que eu não tenho pés para atravessá-los. Essas palavras...são palhaços num circo de algumas pessoas. Lembra um circo de aberrações - o Brasil não contou tanto com esses Freak Shows. Irão rir com as tolices que eu plantei, irão gargalhar com minha 'bobícia' de apaixonado e 'tripudiar' nas minhas juras de amor. Um divertimento e tanto, para toda família....inclusive de um circo. O domador de ratos rirá, a mulher gorda rirá, as gêmeas siamesas rirão, a mulher barbada rirá, o homem-elefante rirá, a zebrinha do 'fantástico' rirá...e para cada gargalhada, um idiota como eu estará chorando em alguma madrugada que não fala.

terça-feira, maio 09, 2006

17

Resignação ao ódio e ao amor. Irei sem dúvida - adeus a neurastenia nesse ponto - abdicar desses meus preceitos de vida que tanto fiz real e sério. Minha vida é uma grande e pequena desgraça engraçada. Sorrio tanto e tenho tantas belezas ao meu lado que perco o outro lado hediondo, onde se arrastam tanta bestialidade e acabo por não chorar. O velório de minhas crenças tem um grande sacerdote ( ou seria sacerdotiza?)...Desisti de um caminho ordinário, humano, pacato e míope o qual iria seguir. Agora, sou Monstro, uma agremiação de conhecimentos pronto a destruição e autodestruição. O pequeno feto em gestação que fui um dia deveria ter visto o cordão umbilical como instrumento de tortura e todo útero um prenúncio da grande prisão aqui fora. Já que nasci, feliz e orgulhoso, agora vive em mim uma dor que impulsionará todo a destruição de vários paradigmas nos curtos anos de vida que me restam. Olharei para "sim" e olharei para o "não". Ambos prenunciam a minha e sua vidamorte. "Adeus" é a primeira palavra a ser destruída.

16

We are floating in Space. All I want in life's. A little bit of love to take the pain away. Getting strong today. A giant step each day.

15

Inútil. Inútil ir a um lugar onde não se pode enxergar. Pior. Ir a um lugar onde até se enxerga, mas não se compreende tudo aquilo que vê.

domingo, maio 07, 2006

14

Serotonina, Dopamina e outros. Um dia já me servira um sorriso. Hoje o monstro não entende moral ou promessa de caminhada como solução dos males de um cérebro. Coração só bombeia sangue! Que invenção romantica tratá-lo como um músculo romântico (para não dizer calculista). Que se foda o seu amor, maldito(a) sonhador(a)! Minhas excreções todas unidas são mais reais do que o tal 'amor'...Prova maior é a química que manipula todos neurônios e neurotransmissores e traz prazer e desejo muito mais rápidamente do que qualquer perverso e masoquista romance. Todos irão falecer...os que creêm no amor e aqueles que preferem 'amor' em pilúlas ou em pó. Eu não gosto das idéias de Bentham, mas entendo que ele se esforçou. Porém Freud teve acesso a cocaína...

13

O Monstro e suas características - Parte I. Se possível, não devemos alimentar animosidade contra ninguém, mas observar bem e guardar na memória os procedimentos de cada pessoa, para então fixarmos o seu valor, pelo menos naquilo que nos concerne, regulando, assim, a nossa conduta e atitude em relação a ela, sempre convencidos da imutabilidade do carácter. Esquecer qualquer traço ruim de uma pessoa é como jogar fora dinheiro custosamente adquirido. No entanto, se seguirmos o presente conselho, estaremos a proteger-nos da confiabilidade e da amizade tolas. «Não amar, nem odiar», eis uma sentença que contém a metade da prudência do mundo; «nada dizer e em nada acreditar» contém a outra metade. Decerto, daremos de bom grado as costas a um mundo que torna necessárias regras como estas e como as seguintes. Mostrar cólera e ódio nas palavras ou no semblante é inútil, perigoso, imprudente, ridículo e comum. Nunca se deve revelar cólera ou ódio a não ser por actos; e estes podem ser praticados tanto mais perfeitamente quanto mais perfeitamente tivermos evitado os primeiros. Apenas animais de sangue frio são venenosos. Falar sem elevar a voz: essa antiga regra das gentes do mundo tem por alvo deixar ao entendimento dos outros a tarefa de descobrir o que dissemos. Ora, tal entendimento é vagaroso, e, antes que termine, já nos fomos. Por outro lado, falar sem elevar a voz significa falar aos sentimentos, e então tudo se inverte. Com maneiras polidas e tom amigável, pode-se falar grandes asneiras a muitas pessoas sem perigo imediato.

Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'

12

Azul. Um dia para o passado ficar e não me devolver mais. Se o abraço curasse meus dias azuis...por que não me abraça quem eu quero? Por que tanta carência, ser quase humano? Se aceitasse minha inseparável amiga 'solidão' não sofreria tanto assim? Mas solidão é um novo orgão vital do meu corpo, tão importanta como corãção ou o cérebro. Nós olhamos com desprezo para a 'tristessa'...Que fortaleza de sentimentos é capaz de suportar o vento forte das alturas? Como a beleza que endossa toda nossa existência não suporta dias azuis...Acho que é porque ela fica distante nesses momentos, com medo...Se ela - beleza - me intoxicar eu posso gostar mais do mundo e das pessoas e decorre disso uma vida curtíssima.

sábado, maio 06, 2006

11

As varandas. Se você lembrar de mim, amada imortal...só posso estar em uma varanda que lembra um farol...há tantos horizontes...crepusculos...Ficam rosa. Da cor que você mais gosta e que pena que você não sabe dizer do que eu gosto. Só velejo no silêncio...o monstro aqui precisa da música pra amparar a dialética.

10

O(s) Aborto(s). Há coisas vivas demais dentro de nós. Esquizofrenia ou não, tantas vozes encobrem e se apropiam do seu ser mesmo. Não dá pra pagar psicanalistas para todo o mundo(eles cobram alto pela consultoria), até porque está na hora de superar a psicanálise....ela virou conversa de rede globo de televisao e o mercado não está tanto favorável essa área...eu sei de drogas no meu sangue eu fazem estragos ao meu organismo para levar a 'tristessa' embora...No entanto, meus algozes queridos , sem vocês não seria o que sou (exatamente aquilo que deixei de ser porque tudo que já é...nao me importa mais). O aborto e dolorido? Não é. Não e preciso também uma visita a Igreja mais próxima para uma catarse e liberar um "daimon" seu...Entretanto, considere um massacre de idéias...implosões causam explosões. Homens-bombas precisam IPods....Minerva deveria abandonar a inteligência...o feio guarda o belo e faz questão de sentir. Não esotu em busca de salvação, só quero o amor da amada, aquela que escolhi para doar o meu amor. Maldição...não me ataquem por isso!

9

Manso e Feroz. Acho que a música é caçador de mim do Sr. Milton Nascimento, Sa e Guarabyra ou Drummond, Pessoa, Neruda, Miquelangelo, Bill Gates, Milosevic e rolos de papeis higienicos....ou algum ente com coração e amor a uma ou várias mulheres....Devo estar errado...mas eu virei esse monstro "doce e atroz, manso e feroz."...meu caçador de mim. Preso a canções, entregue a paixões que nunca tiveram fim...vou me encontrar longe do meu lugar - acho que é la perto daquilo que parece musica "Staralfur" do Sigur Ros - ...nada a temer senao da correr da luta, nada a fazer senao esquecer o medo...abrir o peito a força (irei precisar de alguns intrumentos da medicina para deixa-lo aberto) , uma procura...fugir as armadilhas da mata escura(da clara tbm, que me irrita de tão falsa as vezes)...longe se vai SONHANDO demais...mas onde se chega assim? Vou descobrir o que me faz sentir...meu caçador de mim."

8

Deixe-me beija-la. Nas tempestades de detritos sentimentais, não vislumbro uma situação a dois sem o minimo de lágrima recíproca. O sorriso de cada um transfere-se para o outro. Na síntese, é quase um mesmo motivo que origina um sorriso ou um orgasmo que é essa relação. Só não posso aceitar o discurso de complementariedade..."nos nos completamos"...mas quem disse eu nao vim inteiro? Inventivos construtores sem-querer da realidade que vivo...a criatividade que não tem esse nome mais - tem um outro nome, mas você não é capaz de imaginar sem perder seus sentidos. Sim...

7

Do além. Pasmem ou não, escolhi uma estrada que não tem direção - e mesmo se tivesse, eu nao saberia pra onde ir - O sete é tão perfeito como três e o taoísmo ofere o caminho do meio. Ei...obrigado, amigos. A recompensa de vocês está além daquilo que vocês acreditam ser bom. Quando 'a primeira pessoa' comecar a sumir do discurso...quando "eu" preferir um telhado a um guarda-chuva...e quando o jovem idealista mutar-se para um velho inovador e de quebra quando não houver adoração de qualquer espécie. Domínio...lembra prazer demais. Propriedade...coisinhas e coisinhas que esses defuntos filosfos discutiram e discutiram...que tipo de pessoa abgna de sua realidade em prol da aniquilamento da mesma?

6

Da criação. Sem medo. Um novo jardim com pessoas que hora são flores e outras são o pensamento de todas. Abolir palavras...como nunca, jamais, impossivel, sempre...e dar uma nova comunicação a todos os seres que serão esquecidos como "seres humanos" pois esse não será o nome de todas as coisas que não irão mais se prender a um signo. Ousado? Se eu sei sobre as mazelas da humanidade..quaqluer sorriso é um presente (Sem passado e sem futuro).

5

Da destruição. Eu percebo que coube a mim (uma propria incumbencia de super ego) quebrar algumas pontes. Desmistifcar alicerces e trabalhar numa fábrica que produza olhos novos - de espiritos livre -. Preciso deixar os netos dos meus amigos com uma promessa de reconstrucao...eles, que limpem os escombros que ajudaderei a destruir.

4

Do vento e das minhas mão frias. Felizmente eu conheci o Sigur Ros. Eles vieram do mesm lugar que eu...minha saudade de casa eu compartilho com eles.

3

Num momento de felicidade. sei tanto que não deveria mais impor o que eu sei aquilo que de fato é real: aquilo que sinto. eu sou aquilo que eu nao sei mais...mas eu sinto. meus amores...se perdem nas palavras...se prendem a elas...minha vida não se totaliza em medida alguma...nao tem comeco nem fim. e o fim...e a minha porta segura de saída - como aquela dos cinemas. Flutuar no espaço e ainda querer algo...

terça-feira, maio 02, 2006

2


Despedidas. Havia aqui um post sobre despedidas. Não sei por qual motivo eu o apaguei. Em breve transcreverei algumas letras que dizem sobe despedidas...mas uma Ford Belina branca - devia ser 88 ou 87 - indo embora com a Srta. Carolina Barbosa em Itumbiara - GO é o meu exemplo de adeus definitivo. Nós tínhamos nove anos cada e um "amor" que me fez assim, isso ou aquilo que sou hoje: o "bom animal" que não acredita no substantivo mas sim no verbo amar. Abaixo um recorte do meu caderno de ditado de 1990, quando estudávamos juntos. Ela deixou uma "lembrança" em caneta para mim...


segunda-feira, maio 01, 2006

1

Amor e ódio. Em breve a terra irá saborear a minha pele e estas cicatrizes coloridas de preto estampadas em cada um de meus braços não existirão mais. Minha ressalva não é a lembrança das minhas tatuagens...mas a incrivel superação das pessoas que enxergaram muito mais "ódio" em mim do que "amor" ...e olha que "amor" é ligeiramente ocupa maior espaço(no meu braço esquerdo e na vida das pessoas)...No entanto, algumas pessoas se preocuparam com a rispidez de 'ódio' tatuado...mas nao se amansaram ao compreender 'amor' do outro lado...Toda essa dialética 'simbólica', cuja síntese sou o 'eu' (que não necessariamente é "thiago" como batizado fui) caminha lentamente sem odiar ninguem...e talvez esse seja o meu grande problema. Não ter inimigos...Não confio muito em mim hoje..."os bons são o começo do fim"...Eu preciso recuperar o bárbaro e todos os meus ancestrais que precisaram de seus inimigos para sobreviver e triunfar.(sr. Foucault, por favor, acoberte minha ponderação aqui antes que 'alguens' caracterizem-me como psicopata, sim?)

0

Zero. Comecei pelo post "-7". Aprendi fazer amor com a matemática. Infelizmente eu nao a compreendo tão bem, mas a admiro por demais. O 'sete' é aquele número perfeito...é o que se diz por aí. Daí caminhei até chegar ao 'zero' (Há poucos posts contei sobre o Smashing Pumpkins, acrescente a leitura desse post em especial a audição de Zero, uma música um pouco estranha...mas propícia a 'estranheza' do agora escondido nessas palavras). Creio que alguns de vocês se depararam com o vazio...e alguns até o confundiram com o todo. Afinal, não importa o que esse círculo guarde...do seu ponto central até sua borda há a mesma distância...é perfeito...(a Perfect Circle?). Não sei...mas disseram sobre isso. Eu digo mais: tenho uma predileção pelo nada. Alguns associam a morte...Só darei mais importância ao post 3.

Excurso sobre o Zero

Refere-se que a descoberta do zero somente ocorreu em três povos, pelos: babilônios, hindus e maias.
Na Europa, a definição do símbolo zero ocorreu durante a Idade Média após a aceitação dos algarismos arábicos.
A representação gráfica do zero do demorou cerca de 400 anos para ser incorporada ao sistema decimal indo-arábico de numeração.
Definir graficamente um símbolo para o zero foi de extrema importância a fim de se poder posicionar precisamente os dígitos que formam qualquer número desejado, tanto em um sistema numérico decimal, quanto no uso do ábaco que representava o zero como sendo uma casa vazia.
Originalmente o zero, representado como uma casa vazia, foi o maior avanço no sistema de numeração decimal.
Portanto, o Zero evoluiu de um vácuo para a uma casa vazia ou a um espaço em branco para enfim transformar-se em um símbolo numérico usado pelos hindus e pelos árabes antigos.
No início dos anos de 1600, ocorreu uma importante modificação no formato da grafia do décimo número ou do zero, que inicialmente era pequeno e circular “o” evoluindo para o atual formato oval “0” o que possibilitou sua distinção da letra “o” minúscula ou da “O” maiúscula.

Na literatura matemática atual, o significado do valor do zero é usado como se não houvesse nenhum valor numérico ou substancial propriamente dito, mas sim desempenhando o papel chave da notação necessária ao sistema decimal, para expressar todos os números com nove dígitos, do um ao nove e, o zero como o décimo numeral.

in http://pt.wikipedia.org/wiki/Zero