sábado, maio 13, 2006

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As mudanças e minha promessa de falar sobre o porquê da minha predileção por Nietzsche. De duas ou três semanas para cá, eu não me aproximei do meu aniversário, entretando eu vivi algo como um 'inferno astral.' Visitei alguns mundos enquanto dormia, perdi neurônios nas viagens astrais, recobrei memórias, escrevi, trouxe comigo algumas 'infecções' de algumas dimensões - estou me livrando delas, aos poucos - e principalmente topei com dêmonios, anjos e anjosdemonios. A alegoria de todo esse emaranhado de coisas me ajudou a passar os dias e a chorar quando a taxa do IPCA em 1998 ou a política econômica do plano real e seus efeitos desastrosos a dimensao social surgiam nos slides da aula de Economia Brasileira. Eu chorei porque com os pés no chão eu pensei que poderia estar me sentindo como a 'vitima'. Aquela espécie nojenta e autopiedosa que chora de si...se julga a pessoa com os maiores e unicos problemas do mundo...o egoismo concentrado, gestado e espalhado em forma de lágrimas..."oh...tenham pena de mim, meus amigos...eu sou um desgraçado". No entanto, eu senti que não era isso. Eu superei essa fase...em alguns sentidos. Eu chorei porque eu estava vivo...e por pouco...muito pouco eu não estaria naquela aula de Economia Brasileira e toda 'lógica perversa e hipócrita" que envolveu o plano real e seus agentes. Há mudanças...um anjo que eu não conhecia tão bem ainda pôde me mostrar e reativar o quasemorto aqui dessa semana .Em breve eu explicarei a minha predileção pelo cômico filósofo alemão que muito me ajuda a destruir alguns 'pensamentos' e chãos e a relação dele com esse blog e especificamente com esse post. Isso não é uma promessa.

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