domingo, maio 14, 2006

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Réquiem para Thiago. Sim. Todas as minhas crenças de mãos dadas estão reunidas em volta do meu corpo moribundo. Não. Não convidei convicção alguma. Não tinha nenhuma. Repouso. Recordo de Walt Disney e sua Branca de Neve e seus estranhos Sete anões. Eles pensaram que ela havia morrido...porém o amor a ressucitou. Um cristo moderno...com pele alva e roupas de mesma cor da virgem, vermelhas e azuis. Seria demais se alguém escolhesse uma música apenas para um momento que eu me desfaço...Só seria coerente várias músicas tocando aleatoriamente nos olhos daqueles que nutriram amor pelo ser fui até o presente momento. Após tétrica passagem, recordaria junto a meus amigos sobre a ineficácia da democracia ou da forma que superestimei a esperança em vida. Meus anos de vôo. Um Drácula mortal e um simples e egoísta homem...Todos os discursos apontariam minhas falhas...meus erros....minhas culpas...meus deslizes....minhas malfeitorias...e depois de dias de testemunhos...uma eternidade para os que ouviram pensarem: bom...depois de tudo que ouvimos o que restou desse que chamamos e acusamos de 'Thiago'? Respondo "eu" (não em sessão mediúnica ou transcomunicação): resta toda imaginação sobre mim...e eu sou um amante do ser humano...e sua tendencia a criação...criem meus feitos. Imaginações póstumas...Minha vitória sobre o tempo estará na beleza que eu plantei nas mentes humanas que me viram de passagem por aqui.

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