terça-feira, junho 06, 2006

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Solidões. Não era exatamente o dia que gostaria da sua companhia, Solidão...Mereço-te?
Como posso lhe deixar mal? Não pertenço mais a essa dimensão.
Se deseja partilhar de uma porção de dores, seguramente está na direção errada: junto a mim não há espaço sequer para lembranças de "sofrer"...Hoje reconheço a mim mesmo num período de bonanza e ventura...mas ao mesmo tempo sei da pressa que a solidão tem em me encontrar garantindo assim, ao menos a certeza de um clima desesperançoso e menos ilusório da embriaguez do sentimentos, da insensatez do músculo bombeador de sangue.
Sou eu que negocio um clima de esperança ou sou eu também que "espero" demais...
Maldito Thiago.
Reconhece de longe a paisagem, as trilhas, as miragens, as alucinações e as estripulias do egoísmo...Possui dentro de si o mais autentico e consciente Menino inconsequente e apaixonado e não faz nada para detê-lo...Masoquismo?
Humano? Tem certeza?
Essa é a desculpa mais esfarrapada que poderia querer nesse momento...Humanos possuem memória...Teimosia sua recordar e repetir o erro...
Lamentar...espera lamentar depois...é a condição de vítima que lhe agrada?
Paro. Chega de neurose.
É só recorrer aos ansioliticos azuis e todo o processo onírico...o dia apenas precisa acabar.
Desassossego e ingratidão, Thiago. Preâmbulo da separação e abandono, parte 1.
Minhas palavras me abandonarão, enfim as solidões encontrarão morada...e não mais serão apenas convidadas...


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