segunda-feira, julho 31, 2006

82



81

Não vi onde. Para onde fui e onde cheguei...? Perdi o caminho que era parte do destino e por isso cantarolei o velho cântico do novo que não busca nada senão a si mesmo e se distrai com facilidade...O que me atrai hoje são seus dias. Meus olhos vêem coisa diferente da sua beleza que não se produz apenas nas fotos em escalas de cinza...É sua força que transcende as imagens...É a serenidade mais bela que já vi, acompanhada de letras...Que orgulho sinto de testemunhar o seu tempo! Não vi onde você estava...mas eu sei onde está agora.

sexta-feira, julho 28, 2006

80

Starlight
Muse

Far away
The ship is taking me far away
Far away from the memories
Of the people who care if I live or die

Starlight
I will be chasing the starlight
Until the end of my life
I dont know if it's worth it anymore


U2 - Where The Streets Have No Name

I wanna run, I want to hide
I wanna tear down the walls
That hold me inside.
I wanna reach out
And touch the flame
Where the streets have no name.

79

Não. Não venha me falar nada...

78

Cansaço e desilusão. Hoje corri sem saber o porquê. Andei porque tinha que chegar até algum lugar...não tenho que chegar. Não tenho que ir. Que período de férias hediondo: certo que nem todas são para descansar...mas eu merecia mais do que problemas nas férias...Será que fui em busca deles? Não. Eles me procuraram...me torturaram...sem dúvida e com muita lucidez posso confirmar isso. Onde está a arte? Cadê minha serenidade...se vai como sangue de um ferido...

quinta-feira, julho 27, 2006

77

A mulher do sonho da tarde (De hoje). Ao dormir essa tarde sonhei com um lugar nada novo, repleto de ambientes terrestres e coisas comuns. Ao visitar uma casa, deparei com uma bela mulher. Ela estava sentada junto a uma mesa e tirava cartas de tarôt. Ela escondia o que as cartas 'diziam' e sorria para mim...Senti que ela gostava tanto de mim que não fazia diferença o que eu era e muito menos o que fazia. Ela nao disfarçava o sentimento...Não precisei fazer nada por ela...apenas gostava de mim. Em poucos olhares eu prometi voltar para vê-la novamente...acordei. Os sonhos...me apaixonei por não sei quem...amar alguém que não existe...não é tão, digamos, convencional?

quarta-feira, julho 26, 2006

76

Velha canção do novo

as cores que eu não conhecia ou não lembrava
que quase não vi quando não mais sabia de oxigênio
que não importava pois nada mais tinha porquê
pois cabe ao homem-livre escolher quando ir
pois cabe a dor a cada um que deseja viver
isto são pedras na sua mão?

os sabores esquecidos do bom da vida
estavam na tua saliva e é tudo que eu preciso pra viver
que quase não vi quando não mais sabia de oxigênio
quando desconhecia as cores dos olhos seus
pois cabe a cada homem o desejo de viver sem dor
pois cabe ao homem-livre escolher quando ficar
isto são flores na sua mão?

é no céu que quero cair sem saber quando levantar
é no teu peito que vou dormir sem saber quando acordar
e é no céu que quero cair sem saber quando levantar
e é no teu peito que vou dormir sem saber quando acordar

75

Minhas mãos.
Tu culpas um mundo e minhas mãos não me culpam.
Estão comigo e não se importam com meus medos...
Não faz diferença às minhas queridas mãos...não faz...não faz...
Elas são sinceras. Sinceras.
Ali ao lado eu vi você comendo...ontem soube de você vivendo.
Meus estranhos e medíocres medos não abalam minhas mãos.
Vejo com elas que não nada a temer.

74

Correr. O que mais posso senão correr? Meu corpo enclausurado esperando uma descarga de endorfinas...Quem sabe não me interesse por matéria e material...Velocidade...Velocidade Média.
Só queria dizer que isotonicos funcionam bem.

73

The Cure. Não suporto mais o cão latir e sacudir. Estou há poucos pixels de um colapso de informações. Azuis eram os Smurfs e mais alguns comprimidos da Roche e nesse momento é a luz que apagada do meu abajour. Um compêndio de lembranças cutucando meus ombros e atravancando minha péssima caminhada. Até então o que são os meus passos perante minhas sinapses?
A obra torna-se nonsense e agora passo 100 anos sentado do alto de um prédio esperando um trem para que eu pule dentro. Não me refiro então a uma montanha russa? Pedras e pedras subsidiando meus atos. Uma ironia imprópria toma frente do meu comportamento...Tapes N' Tapes.
Queria não querer mais nada. Queria...

domingo, julho 23, 2006

72

O caos e o lilás. Não ando mais como antes, mas acompanho sua jornada e sei que nada é mais importante do que você para você. Um céu claro inundado de vontades que uma manhã, se quiser, irá colher. A fada em questão: quero tanto o seu bem...prevejo a conquista de voce mesma...uma autonomia que não participa crítico algum ou mesmo admirador. Anda bela porque se fez bela e descreve a si mesmo em arte...em lilás.

sexta-feira, julho 21, 2006

71

A arte sente saudade pela manhã no jardim. Voam ambas para uma dimensão de incertezas. Um relâmpago que anuncia algo (e Einstein) ergue do chão flores que eu tentei esconder...A chuva de remorso fizeram das sementes, grandes florestas por onde eu passo. Lembro de contornar o quarteirão e achar que li se resumia o momento feliz de braços dados...Recordo o dia que paramos para desenhar...Sou tantas lembranças...e amores.

70

Reforma. Outras pessoas viram com olhos demasiados maus as mudanças que me ocorreram. Definiram o meu semblante por aquilo que elas acham. Um equívoco gigantesco...sou um milhão de coisas diferentes e não uma que alguém imagina. Conservo a honra, lealdade e sinceridade. Lemas para um homem que quer ir além. Triste ser que acha que isso é um grande escudo contra o pesadelo 'nelsonrodriguiano'...Não funciona...eu sei. Ontem vi tantas pessoas andando e correndo...roupas velhas, calças de ginástica, tênis de marca, correndo atrás do que? Há motivo para anunciar velocidade à vida?

69

Da novidade. Tudo que eu quero é novo. Só me interessa aquilo que não envelhece mesmo sendo cronologicamente velho. Sou 'novidadeiro'. Aprendi com meus ancestrais a preservar a juventude...amar as jovens...o local do idoso nessa história não reside no corpo mais. A gravidade já levou um pouco do muito que é um 'velho'. Todas as pessoas que você conhece irão morrer um dia. Soa estranho...ou é tão óbvio que chega a ser bobeira.

terça-feira, julho 04, 2006

68

Audácia e astúcia se entrelaçam no espírito do escravo. Ah...mas quem ousou dizer que eu não sou um escravo de tantos outros escravos? Sou. Entretanto, sou "senhor" também. Seleciono por vontade...separo as "pedras" que irei carregar e as outras que atirarei. Não...eu não falseio uma existência sobre circunstância moral alguma...nenhum ser divino irá arcar com a minha mediocridade. O peito aberto aqui é para receber flechas e tiros...e o medo é só um dos meus aliados. Desconhecido...esse velho amigo...não o temo e compartilho o mesmo cálice com ele. Visto essa saudade amarga de um tempo que não pertenci e transmuto minhas idéias em ações ora subversivas e outras simplesmente tolas. Respondo a mim mesmo. Minha tristeza e minha dependência...meu amor pela música - minha amada - e a arte como um todo...Deixo o tempo de lado...quando eu não mais estiver dizendo "eu" e as lembranças daqueles que considero nessa vida estiverem esgotando...daí sim o que eu digo hoje fará sentido. O plano é o seguinte:

SigurRós:Caravaggio:Nietzsche:
Conscienciologia:Pessoa:Freud:Foucault:
Adorno:Kubrick:Plêiades:
Azul:Acácias:Gafanhotos:Destruição:
Teletransporte:Hesse:Tesla:2013:Dioniso:MDMA...


segunda-feira, julho 03, 2006

67

Desfrutar da minha experiência. Calei muitas vezes para não expor ou mesmo por egoísmo não dizer o que penso. Escolhi muito bem os momentos que deveria participar. Selecionei minhas participações nas existências de tantos outros humanos. Mastiguei gelos e recorri aos olhos do meu reflexo. Parte do mundo irá mudar com a ajuda de algumas pessoas que poderão demolir tantas sinapses condizentes com o processo de dominação do século XXI. Sei que ciranças estão chegar e não há nada a temer...elas possuem todas emancipações possíveis para emanar o sentido e embalar o sentimento de revolução tão necessário num tempo que se precipita em dizer: 360º. Eu e outros voam para liberar novos campos para plantação. Há um momento mágico e útil para os jovens exporem suas esperanças e críticas ao passado.
Irei abandonar centenas de pessoas...

66

Segunda. Segunda eu sinto saudade. Segundo, eu sinto que há muito que eu não sei. Terceiro, eu não sei muita coisa. Terça eu espero lhe ver. Quarto...penumbra e sonhos dormindo: quando os acordarei? E esse sorriso na minha face da foto de 1986? Reservo na quarta para sorrir para a querida. Quinta vez que digo que lhe adoro. Quinze dias para viver sua presença. Sexta não sei o que é. Seis sentidos e eu simplifico o melhor que há em tudo isso. Sete é perfeito.

domingo, julho 02, 2006

65

Domingo. Ainda que só mais uma vez eu recorde que são outros seis dias que escondem outros domingos. Seria muito dificil destruir o calendário romano? Estaríamos preparados para um novo 'tempo'...? Estaria meu espírito preparado para perder o "tempo perdido"? Proust.