terça-feira, agosto 29, 2006

95

A minha fidelidade ao Silêncio. Se respeito algo nessa vida é o Silêncio...Nunca me incomodou, embora já tenha me dado medo - que nada mais foi do que um presente. Foi o responsável pelo pouco que sei, o meu mestre mais sábio e prudente. Respondeu sutilmente com caos e serenidade. Não pediu licença mas também não atrapalhou. Cúmplice dos momentos de beleza e tristeza, o Silêncio disse muito...quase não disse nada. Quando não queria mais ouvir nada de ninguém, apenas a "ausência de som" fez minha vontade...

Um dia ela se calou e soltou minha mão. Desde aquele momento o Silêncio me acompanhou.

Nessa vida, essa que vivo agora - na falta de memória de outras que possam ter acontecido e de outras que eventualmente venham acontecer - pude muito falar, mas preferi copiar o silêncio...um plágio mal-feito que me fez parecer - aos outros olhos - "bom"...

Algumas pessoas não suportaram o silêncio. Algumas caminharam sozinhas buscando o silêncio...e encontraram algo parecido tido como "solidão": uma condição humana favorável...pois até o silêncio pede para ser quebrado.

Você poderia ter me falado...mas preferiu o silêncio muitas vezes...

Deixou que o silêncio me mostrasse...

Isso.

domingo, agosto 27, 2006

94

Foram as flores. Deixe eu cair no seu colo...Pois se bem lembro é lá que eu preferi morar.

quarta-feira, agosto 23, 2006

93

but...forever and ever. Ojo não é hoje.

92

Sobreviver. Nick Cave liderava sementes do mal na invasão de Ouvidos. Um vinagre de vinho assemelha-se a um vinho comum. Rejuveneço é com ç...pois rejuvenecer é com c. Esqueço as aspas. Ouvi dizer que você corre do medo. Eu corro até cair. Os velhos recuperam a memória quando jovens. Listo dias bons para o futuro. Recuperaste a visão?

domingo, agosto 20, 2006

91

Um pouco. Nesse domingo eu vivi saudade. Recordei breve passado...havia música no ar e chuva fina para dançar. Foi tudo com o vento. Ele levou as ameixas, o som, as horas, arte e momento. Foi o engano mais cruel. Como eu sonhei...Como você sonhou Thiago.
Um pouco do amanhã que ficou no passado...um pouco do beijo que aconteceu e hoje se desfez em lágrimas. Sem esperança, prefiro a incerteza do acaso e verdade que é "não existe autonomia.".
A beleza permaneceu...meus olhos não querem abrir mais como antes para ela.

90

a re-edição da vida. Crível? Concebível? Você seria um(a) bom(a) reprogramador(a) de sua própria existência? Como seria bicudar Deus e se colocar no controle de sua própria vida? Heresia não é uma boa resposta...

89

Drugs. High...All the pretty ones...This Is The New Shit..
Poderia...Blablablabla...Todos os neurônios (só os inexperientes) dançariam...com alguma música estúpida. Os outros (experientes) não se preocupariam em se mover...no máximo gritariam. This Is The New Shit.
Você não tem medo de ficar sem O²?
Não.

quinta-feira, agosto 10, 2006

87

De certo...não faz sombra nesse campo. Deito bem debaixo desse sol e deixo ele me queimar. Minha pele é humana. Sofre e arde na luz. Transpiro e brilho com o astro. Com a lua é diferente. Cada noite é um descanso. Faz frio mas eu me levanto e canto. Sou tão mais humano com a luz do luar. Até chegar o dia...de certo não faz diferença quem sou na noite no dia. Faço muito bem aos dois movimentos. Recuo sempre que posso para desabafar e pensar um novo amanhã sem dores. Com os novos amores eu me deixo queimar. Deixo o dia dormir. Permito a noite dançar com meu sonho mais modesto de guiar o tempo. O momento que não pode ser meu, agora é, pois vive na minha mão o sentido que dou ao lento e veloz vento. De certo eu vou morrer. É um fato, não nego. Não quero deixar de morrer, não contesto. Meu dia vai chegar...mas hoje eu quero a noite: uma bem sensível e que não saiba dos verbos que carrego e sim dos adjetivos que se aproximam do que sou. Eu quero uma noite, de certo. Para viver em sombra e de perto ver a luz...a qualquer hora.

segunda-feira, agosto 07, 2006

86

Dias póstumos. Começo a me dedicar a meus egoísmos. As minhas palavras mais nítidas e sujas. Escarradas pelo meu coração com livre acesso a meus canais de raiva e temperadas de paixão. Danço sem saber dançar como um verme que não sabe de nada até a fome tocar seu querer e por fim vencê-lo. Hoje é um dia para ser morto por outro, assim como um homem mata outro para viver...minhas criações irão acabar comigo ao fim do dia. É o que percebo quando chego aos minutos finais e faço as 'minhas' declarações sobre o tempo...o que vivi. Não mereço o sol para me acalmar e iluminar o meu sono? Vagas recordações de uma viagem...e um relâmpago que incendeia mais uma lembrança em um neurônio qualquer.

domingo, agosto 06, 2006

85

E uma verdade assina uma mentira. Trinta e um dias contam um ser. Um viver sem. Para que tenha "um" dia... Vale acrescentar: Outubro. Nesse mês da decadente de oitenta jazia um corpo a mais para tolerar a gravidade e a-ciência nova. Vale dizer: sem ser querido. Tudo que assombra não foi pedido ou assumido para si. As escolhas não foram todas quistas e esse ser não foi. O desastre chama psicanálise de invenção e um gozo da natureza aponta uma suave brisa de dúvidas. Requer um sorriso como o seu para iluminar o trajeto que é tão cheio de névoas e poeira. É que sua graça vem da indisposição...Não determinar uma hora ou ferir um tempo com sua vontade. Seus desejos pararam num circuito neurológico medroso...e os trinta e um dias que fizeram o tal ser correspondem a luta contra suas pedras. Um guia prático de fuga de 'megastore' quando não se tem dinheiro ou objetivo. Aqui começa um fim.

quinta-feira, agosto 03, 2006

84

O que é um sorriso perdido? Em algum lugar de mim se escondeu um sorriso. "Vinha calmo" - como dizia meu pai - " e aparecia para todos nós." O que ocorre comigo e o tempo? Nos desentendemos. O que faz de mim esse levepesado passante? Drenei lagos de sonhos para 'hoje' e você não estava nas profundezas mais...o que foi feito então? Soube de felicidade em algum lugar e fui buscar. Retornei triste...

quarta-feira, agosto 02, 2006

83

Loucura(?). Decidir pela distância da razão. Manifesto consciente a realidade. Motivação. Repúdio pelo ordinário. Sorte. Não viver mais a vida: Decidir pelo sonho. Rejeição a moral. Preferência natural ao natural...reconhecimento. Vilipêndio aos dias...Sacríficio do tempo e espaço. Mentalmente inexistentes. Lógica aceita e reconhecida: diretivas padrões.