domingo, agosto 06, 2006

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E uma verdade assina uma mentira. Trinta e um dias contam um ser. Um viver sem. Para que tenha "um" dia... Vale acrescentar: Outubro. Nesse mês da decadente de oitenta jazia um corpo a mais para tolerar a gravidade e a-ciência nova. Vale dizer: sem ser querido. Tudo que assombra não foi pedido ou assumido para si. As escolhas não foram todas quistas e esse ser não foi. O desastre chama psicanálise de invenção e um gozo da natureza aponta uma suave brisa de dúvidas. Requer um sorriso como o seu para iluminar o trajeto que é tão cheio de névoas e poeira. É que sua graça vem da indisposição...Não determinar uma hora ou ferir um tempo com sua vontade. Seus desejos pararam num circuito neurológico medroso...e os trinta e um dias que fizeram o tal ser correspondem a luta contra suas pedras. Um guia prático de fuga de 'megastore' quando não se tem dinheiro ou objetivo. Aqui começa um fim.

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