domingo, setembro 24, 2006

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As linhas do silêncio, do tempo e da beleza. "Dialetizo Esperança" e ainda espero. Tento ser humano novamente e percebo que até aqui, ainda sou o "que plantei e começa a se desenvolver". O que depositado foi naquele momento, nasce para um diferente momento sem tantas dúvidas. Recolho o ar da manhã em tons de amarelo claro e o vento consistente do meio dia também. Já não atendo a pueril vontade...ultrapasso as sensações de uma razão inútil que me trouxe nada mais que pedras...Permito lhe ver sem propriedade, sem vontade de ter...Sou grato por todo o momento que me proporcionou em uma sala fechada e bege que fugia para as árvores: me trouxe maturidade como me trouxe tato. Respiro leve...Liberto a música e simplesmente deixo de ser "eu" apenas e assim entendo o que foi aquele tempo de beleza e silêncio. Ao entardecer, as vontades parecem mais certas e os sentimentos mais precisos...Na arte tudo é tão claro e não pede muitas palavras, nas imagens que vejo moram mais que significados...é uma forma, uma beleza, um dom, uma ação... Remanejo tudo dentro de mim em melodia e a síntese que alcanço é inexplicável assim como a sua natural beleza que não se preocupa em ser ou ter...Não me deixe...ou me deixe no seu futuro. No seu amanhã.

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