domingo, novembro 05, 2006

107

Dois pólos. É triste olhar a água que era azul tornar-se verde. Não sei exatamente o porquê dessa minha agonia com as cores. Se há um lado alvo demais, eu nao o visito...não o alcanço. Se há um lado escuro, não consigo alcançar seu extremo. Fico eu então num mar cinza e opaco, ora em tons de negro ora espirais brancas...Ninguém suporta essa inquietude a não ser o meu amigo Silêncio. Recordo dele sempre que preciso de paz. Apesar de que há horas que a presença dele me traz desespero...mas é algo respeitoso, que eu julgo quase necessário para que eu valorize a calmaria que vem depois.
Gostei de tê-la conhecido.

quinta-feira, novembro 02, 2006

106

A calma, a virtude e os desesperados. Estou são...tão são que poderia deixar minha saúde de lado e recobrar meus sentidos de volta. Poderia, mundo, devolver o que é meu, apenas meu por gentileza? Será que estaria disposto a me reconhecer? Eu sei que não me perdi...não é por aí que fui e nem pra lá que deixei de ir...o que acontece é mais breve do que imagina. Alguem deixou meu "eu" tão confuso ao ponto de desorientá-lo quanto a direção de volta a mim mesmo. Isso foi bom por deixar-me ocupado enquanto o 'eu' dormia em algum canto confortável...mas veja bem...estou desesperado por atender as vontades do meu autentico 'eu'. O meu espírito. A minha alma. O meu ser. A minha consciência. Todos os nomes que deram ao meu 'eu'...a primeira pessoa que deveria saber dela mesma...sou eu.