segunda-feira, janeiro 01, 2007

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Os levantes de ódio. Até ontem se cobrou caro por uma postura, uma coerência e uma conveniência aos bons costumes e moral. Hoje é diferente. Hoje vou odiar seu luxo.
Essa riqueza feita de esqueletos e sangue presentes nos seus lençóis de seda e algodão. Não é somente o ostentador do capital que merece uma boa dose de ódio. Todo complacente (como eu) que faz jus a negação do luxo também terá seu quinhão de violência reservado para os próximos momentos. Enquanto suas nádegas se acomodam confortavelmente na ergonômica cadeira alguma árvore é sumariamente executada em algum lugar nesse plano caótico chamado de Terra.
Frívolos sorrisos dos homens que escolheram a caverna serão substituídos lentamente por solidão e rejeição. Para os corajosos que foram caçar, sofrimento lento como por exemplo: “medo de mãe ao escutar seu/sua filho(a) gritar em um quarto em completo desespero numa crise de abstinência de cocaína”.
Tu sabes que também já quis algo parecido para seus vizinhos...e agora leia o que desejo especialmente para você:


“Um 11 de setembro na vida de cada um misturado a sensação de quem tinha amigos num campo de concentração e não sabem do paradeiro dos mesmos...

Lágrima de mães na guerra vendidas nos pacotes do McDonalds!

Chicoteadas. (Maldito(a) senhor(a)/escravo(a))

Piscinas de tortura psicológica. Refresque-se!

Angústia com motor 2.0 com rodas de liga leve de atropelar recém-nascidos.

Viagens pela Europa acompanhadas por crianças desnutridas e infectadas por Ébola.

Etc...”


Sobretudo, sinta-se vivo(a). Já me dou por satisfeito...

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