quarta-feira, janeiro 24, 2007

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Ode à dúvida (e à aquelas que amo)

Sem "dúvidas" eu não estaria aqui tão pronto e quase certo...
Meus ossos e veias se curvam igualmente a grande dúvida que é viver ou não...mas será que compensa viver sem vocês?
Descobri que sou um mamífero com pouca moral para dizer "eu te amo".

Sou verdadeiramente um ser da floresta que perambula pelas cidades desse tempo.
Mas não esqueço das minhas origens...mas não serei enterrado no mesmo lugar: porque não serei enterrado...
Meus genes são 'amantes' e crêem em amor - acreditam piamente na força do 'amor'...
Sou eu assim, ou...?
Excedo no romantismo...ou simulo as penas de um pavão com a ajuda das palavras?
Canto por cantar ou canto aquilo que você gosta de ouvir e ninguém canta para você?
Durmo com você no coração ou apoio sua cabeça contra o meu peito?
Faço-lhe carícias ou quero despertar sua libido (e me alimentar do seu sabor) ?
Quero você por perto ou não quero ficar só essa noite?
Faço amor com você por horas para enfim agraciar à natureza com mais uma espécie?
Dedico-lhe estrelas porque sei que não sou capaz de buscá-las?

Quero-te tão bem...mas mal conheço o "bem"...
E diga-se de passagem...prefiro vossa mercê ou desdenho a minha ilustríssima pessoa?
Ajudo-te ou me ajudo nessa história toda?

Ah sim...chamam de neurose essa inquietude...
Não me importo mais com as palavras...
Dêem o nome que quiserem...
Aqui dentro de mim não cabe muita coisa mesmo...
Mas sempre tem lugar para você, minha querida.


3 comentários:

Márcia do Valle disse...

Quem escreve desse jeito não pode ter pouca moral para dizer "eu te amo"!. Vou te linkar no Solta no Mundo, ok?

Thiago Borges disse...

Ainda tenho minhas "dúvidas"...Linkarei você também!

thiago franco disse...

eu nao sei por que vc pergunta quando vc sabe a resposta...

alias, sei... mas deixa pra la..
hahhaa


beijo, maluco

ps: belo poema, se isso for um poema... hehe