quinta-feira, fevereiro 08, 2007

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Uma bela. Se de tantas paisagens não me mostro tão zeloso e não retenho tantas cousas, a culpa é de alguma bela que se fez mais bela de tudo que havia ali. Esqueço-me da luz do céu e faço juz à ela, a mais bela, que por ventura "é" o momento seja dia ou noite. Um homem como eu, que se perde propositalmente por prazer, vê na bela a ausência de certezas...e é nesse momento em que a beleza convence - e vence. E dela eu quero perder: faço questão da derrota! Quero estar ali, fitando seus olhos enquanto todo mundo passa por eles, debruçar meus desejos nos movimentos inexatos da sua boca - que quero beijar - e de suas mãos - que quero segurar. Discordo do tempo que insiste em correr e arruinar o presente ao lado dela...São momentos que se passam, mas, ao repensar, é melhor assim...
Os minutos que não cessam são parte do caminho que me levam novamente à bela...que hoje nada mais é que
ela.

2 comentários:

Ana Clara Ferrari disse...

Perdoe-me a puerilidade do comentário, mas - mais uma vez - não pude resistir ;)

Com tanta(s) fada(s) bela(s), você tem se revelado um exímio caçador de talentos. Creio que já encontraste o teu e o dela.
E que os céus conspirem a favor de jardins encantados que se encontram além do espelho :)

Beijos

Fer disse...

Bonito...
faltou o plural. Não seria beleza nelas?

Lamento pelas palavras severas, gostaria de aprender mais com vc, me falta o cuidado e a delicadeza com os dizeres e as pessoas.

Já estou tratando de reparar isso!

bjs