segunda-feira, maio 14, 2007

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A instabilidade nos encontros inevitáveis entre o presente e o passado.
Meu ontem responde em alto e bom som a minha racionalidade de hoje: Não.
Não se meta com você de uma hora atrás! Não diga "depois".
"Vá buscar algo para se agarrar quando cair do alto daquele prédio"
"Lembre-se, caríssimo...only fools rush in"
Um brutal soco rasga o ar em direção a minha cara: é o DNA...
Parece que nada muda, idealista.
Parece que nada muda, realista.
De onde vem esse ódio?
Que maldita carne é essa que alimentou a alcatéia de desconhecidos?
Que te importa essa putrefação ambulante que anda como quem anda não-certo.
Morro cada minuto e ainda digo que vivo...as células caem no chão ou nos abraços.
Não há agora sem o motivo que me fez acreditar em "agora"...
Mas dói...angustia...inibe a tranquilidade...desestrutura...o sol já se pôs mas Darwin é o mesmo.
Malditos são malditos e ontem continua sendo ontem.
Me dê ilusões e eu me cubro com elas em meio ao frio da alma, essa frieza herdada, essa vontade de não-criar...nada disso cessa com o sol da manhã que vem.

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