domingo, junho 17, 2007

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Quando um não-morto tende ao desencanto. Existem alguns bons motivos os quais me permitem gostar de um ser humano em especial. No entanto, a ansiedade me traz insônia e a noite que lembra repouso, abriga os delírios de um amante que não se contenta com o presente. Há momentos que penso seriamente em não pensar mais, logo amar de fato, sentir plenamente. Sei que não é possível tal coisa. Assim como não é possível compreender o porquê de muitas pessoas não entenderem o porquê de suas ações. Sei que alguns conhecem o sentido da maioria de seus atos. Entendem bem a lógica. Sabem da causalidade. Sentem em dia consigo mesmos ao enfrentar a si mesmos num jogo de autocorrupção e interesses. Levam a vida e não se entregam à ela. Pois bem, absurdos possíveis. Ainda me presto à Honra.

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