domingo, dezembro 02, 2007

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NESCHAMAH

Já faz tempo que não vejo sorrisos no espelho...
Nem os gafanhotos que eu brincava
pairam mais na minha frente.
A flor vermelha que eu colhia ,
A flor que eu não deixava viver ...
O cheiro do mar
Que quase não via.
A febre e o delírio,
O som do vento na fresta da janela,
Cegam-me hoje.
Do que eu via no céu
Ainda resta Plêiades e o Cruzeiro.
Na minha vida,
O passado é minha eterna casa.
O meu amor distante
Em alguma dimensão,
Visita-me entre os sonhos.
O amargo,
Que sobrepõe o doce,
Na minha boca
Que um dia experimentou o gosto de lágrima.
Não tenho caixinha de músicas
Para que possa lembrar da melodia.
Mas tenho seu sorriso,
Para quando eu fechar meus olhos,
Ter a mais bela e eterna sinfonia.
Não tenho mais "boa noite, durma bem"...
Ainda devo aos anjos de minha vida,
Moeda amor.
E é difícil falar de amor,
Mas eu ainda o sinto.

2001

Para Elaine.

Um comentário:

Anônimo disse...

quanta melancolia nesse blog!!!