sexta-feira, fevereiro 01, 2008

O que eu sei sobre Relações Internacionais - Parte III.
Aos que ainda crêem em RI: Continuem, o choque de realidade lá na frente vale a pena.
Aos que sentem que algo precisa mudar: Tirem essa camisa "Che" e vão trabalhar.
Aos que não concordam comigo: parecem estar no caminho correto.
Aos que estão pouco se fudendo: Deveriam praticar mais sexo.
Aos que ficaram tristes: Que tal estudar Química Fina? Física? Livros de Auto-Ajuda?

Prazer, meu nome é Thiago. Bom esse nada que você está pensando e belo esse vazio que veste.

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O que eu sei sobre Relações Internacionais - Parte II: Parece que alguns jovens que escolhem esse curso no Brasil são inicialmente levadas a crer que há possibilidade de um mundo melhor e que serão agentes transformadores dessa "era". Alguns até pretendem levar o Brasil à condição de potência. Depois do momento "idealista", o aluno passa ao "realista": Não há emprego no Brasil para os ex-alunos de Relações Internacionais. Não que não haja trabalho, o que é diferente. Conscientes da história do grande negócio chamado "Brasil" em seus quinhentos anos sabem bem o lugar de um analista de relações internacionais. Os bons olhos dos especialistas em "marketing" viram uma grande oportunidade na academia de lucrar com a falta de ídolos e de uma geração niilista que sem ideologia quer mudar um mundo que nem ditadura mais tem. Necrófilos dos autores europeus ou entusiastas dos contemporâneos cientistas da América se esmurram por uma descrição fidedigna de um mundo que dependem de "museus de conhecimento" para traduzir o presente.

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O que eu sei sobre Relações Internacionais. Homens fazem guerra e acreditam em paz. Pessoas como eu e você, jogam War e buscam carreiras e salários. Política é privilégio de quem nunca leu Hobbes e sabe o Leviatã de cor. Economia está em função da cristandade e da "justiça" no século XXI. A ciência é "a menos pior" crença. A esperança move os seres humanos e o instinto é uma palavra bonita que nenhum animal entende senão o homem.