quinta-feira, março 27, 2008

174

o perfume do amor do amanha eu conheço de ontem...chama-se senhorita. De tão "correta" a razão não participa dessa história. Ela é parva demais no que diz respeito a vida. Para cada ser, natural ou não, existe um espaço para uma fábula contemporânea. Sem quase nada de Camões ou de Paulo, um conto hoje não é muito educado ou politizado pelas normas das palavras. Para ser sincera essa história se concede licença poética e faz ficção com verdades. Hoje bem cedo eu acordei com vontade de acordar...Pode parecer redundante, mas nós temos dias que não nos convidam a viver. Sabe que não sabes muito desse não-viver, não é? A morte ainda é aquela gigante interrogação escondida no nosso porão. Pois bem, hoje acordei aliado a vida. Planejamos junto uma vingança. Contra todo aquele torpor de sentimentos que vira e mexe a novela nos proporciona. Aquele falso beijo não tem nada a ver com essa vontade que EU tenho de beijar. Sabe de uma coisa? No futuro vive um alguém que pode ser eu mais interessante do que o real aqui do presente. É de lá que alguém tem que dar notícia e reforçar que ainda é a esperança que constrói os caminhos. É no amanhã que a senhorita mora e eu sei que irei visitá-la em breve. Pois bem...eu criarei a máquina do tempo antes de qualquer físico e suas fórmulas.

Nenhum comentário: