domingo, agosto 01, 2010

Como alguém se torna Tchulim - Parte 0

Prólogo. Algumas frases só podem ser escritas nas páginas da madrugada acompanhadas de latidos ou carros apressados em paralelepípedos. 

"Eu quero ser esquecido e não quero ser lembrado" é uma dessas. 

Julian Casablancas, um sórdido químico, deixou esse verso para aqueles que como Warhol sabem do vazio pós-qualquer-fama. Embora haja famas e famas, textos acadêmicos e textos acadêmicos, citações e cópias, curry e curry, o contemporâneo tempera nossa realidade com condimentos virtuais de primeira linha.

Casablancas assistiu todos os álbuns dos Strokes vazarem na web antes dos acionistas de uma gravadora lucrarem (eles ganham com os shows depois...inesquecível aquele TIM Festival em SP, neh?)

Assim como "Room on Fire", nossas vidas também caem na internet. 

Elas sobrevivem debaixo da água virtual. Ela são baixadas para todos os cantos e são detidas em dígitos. 

Enfim, depois do óbvio, posso contar uma história virtual: Como alguém se torna Tchulim








* Há uma pessoa  e o que ela diz é real. Suas fotos, seus tweets, seus retweets, sua aparência e seu "eu" inspiraram esses caracteres e necessariamente podem não ser mera ficção. 
Este é 1º post de 14 outros sobre o "sim" do virtual.

Nenhum comentário: